O porquê de eu nem ter dito sim

Este será um blog de making of de um casamento. Talvez apenas mais um deles. Eu? Apenas mais uma noiva que dispõe de 11 meses para organizar a cerimônia com a qual, diferentemente de tantas meninas, nunca nem sonhou, o que pode ser tanto bom quanto ruim - é a tal da 'folha em branco', sem antecedentes, mas com muita expectativa.

E é sempre muito estranho começar a registrar algo que já está em andamento - seja por preguiça de iniciar o registro a tempo, ou mesmo por falta de planejar o sistema todo. Talvez este blog seja útil como ferramenta de planejamento... Na verdade, a folha já não está tão em branco assim, mas vamos por partes...

Eu não sou alguém que gosta de fazer tudo às escondidas para surpreender a todos no dia D. Sou uma pessoa que adora trabalhos coletivos, e que se sente muito bem envolvendo pessoas queridas e competentes nos próprios planos, tanto pessoais quanto profissionais. Há um certo conflito entre a minha vontade de envolver essas pessoas e a vontade delas de serem envolvidas, o que me leva a tentar não ser aquela espécie chata de gente que só sabe falar do mesmo assunto. Outra razão para este blog existir - quem ler meus textos aqui, será motivado pela curiosidade genuína, e quem comentar, pela vontade do diálogo. Portanto, fique à vontade e saiba que eu estaria pronta para te servir uma xícara de café sem açúcar enquanto te ouço!

Embora tenha reservado este nome no Blogger há alguns tempos, é curioso que tenha tomado fôlego para começar os textos justamente hoje, 26 de dezembro. Há um ano atrás, eu acordei com o bambolê no anular direito pela primeira vez, e carregava a obrigação indireta de organizar uma festa bem bacana de casamento. Nunca usamos aliança antes - tivemos algumas tentativas frustradas de pares de correntes, e já tive vontade de ter as aliancinhas de prata, por causa das quais já tinha enchido muito o saco do namorido, que nunca quis. Não esperava que um dia usaríamos alianças de ouro - e nem estava nos planos, assim como não estava nos planos casar na igreja, muito menos com festa e tudo que se tem direito... Mas não deixo de achar bonitinho o fato dele ter comprado as ditas-cujas antes de voltar pras suas terras remotas, agora concursado, e aguardado o natal com a minha família pra entregá-las. Foi o jeito dele dizer sem palavra alguma que vamos ficar juntos, mesmo que demore um teco. Eu nem disse sim, como diz o nome do blog, porque não houve pergunta. Também nunca houve um pedido de namoro, porque não foi necessário - é só a consequência natural de querermos estar juntos. Talvez por isso eu ainda ache tão estranha a ideia tradicional da celebração de casamento, e esteja entendendo isso tudo como uma festa de despedida da minha terra natal - o começo de vida à dois é a consequência da vontade de estarmos juntos, independentemente de dizer sim.

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