O casamento do meu melhor amigo


Ou algo que o valha. Na verdade, coloquei esse nome porque me lembrou do filme da Julia Roberts, que assisti há tanto tempo que nem me lembro embora não precise de taaanto tempo assim pra que eu me esqueça dos enredos dos filmes que vejo, mas...

Sou filha única, tenho minha casa pra olhar, mas tenho dois marmanjos que se encaixam numa definição próxima do que chamaria de irmão: o primeiro me ligou quando confirmou que iria ser papai pra me contar que eu iria ser titia, o segundo se casou ontem. E nós três temos uma banda de punk rock desde adolescentes e de vez em quando, tiramos o pó dos instrumentos juntos.

Foi a primeira vez em que fui madrinha de casamento de alguém, e em que brinquei de estátua e vi a cerimônia do lado de lá do altar. A prévia da coisa foi bem corrida, já que voltei de Macapá com o guri, que veio exclusivamente pra isso e hoje já se mandou de volta pro norte, e é sabido que moçoilas levam um bom tempo se aprontando pra esses eventos - fiz as unhas às 14h30, comecei a labuta às 16h no salão, fiz minha própria maquiagem, me vesti e consegui chegar às 20h, como solicitado, enquanto o guri tomou banho, se vestiu e fez o nó da gravata em apenas uma única e mísera hora.

Lamentações à parte, é bem curioso ir à um casamento sabendo que se está com um pra organizar. A coisa toda fica muito mais próxima e extremamente menos entediante - provavelmente por se tratar de um casal de noivos com os quais eu tenho mais afinidade que com os outros que já presenciei. Eu queria ser capaz de captar em cada detalhe o esforço e carinho do casal em proporcionar aquele momento não só à eles, mas à todos os convidados carinhosamente escolhidos e presentes.

Havia pensado em levar a câmera pra fazer um registro do que achasse interessante, exatamente por ter a visão de alguém envolvida na vida do casal, não de um profissional. No entanto, também tinha a vontade de ser uma convidada e receber os detalhes da festa da maneira planejada para que os convidados recebessem, então fui sem aparato nenhum, inclusive celular - apenas com o chinelinho pra tirar o salto depois das fotos. Acabei roubando a câmera da mãe pra tirar fotos com os amigos no fim da festa, mas são registros de gente comum, rápidos e cheios de defeitos - ainda assim, ótimas memórias.

Sei que uma grande parte do casamento foi DIY, e acredito que eles conseguiram misturar de uma maneira muito bacana o que se espera de uma festa de casamento e o que particulariza esse casal - o noivo entrou na igreja ao som de Ramones, a primeira dança foi Stuck in the Moment do U2, a decoração em branco e azul anil e os materiais feitos por eles mesmos, com tecido, fita e muito amor no coração.

A caixinha é o convite para os padrinhos. O convite, embaixo, do mesmo tecido. A flor foi a forminha de um docinho delícia e ao fundo, os macarons de lembrança para os padrinhos.

Ao invés dos tradicionais pedaços de gravata, foi vendida a rosquinha do noivo HAHAHAHHA. A ideia e confecção foi cortesia de um casal de padrinhos!

A lembrancinha do casamento foi um docinho delícia embrulhado no mesmo tecido usado nos outros materiais.
O "valor das coisas" a gente descobre assim que inventa de passar os papéis e fazer uma festa, e diga-se de passagem, não se tratam de valores baixos. Mas a importância de se cuidar de todos os detalhes com um baita carinho, pra que todas as pessoas sintam o quão importante é o momento e a relação entre elas e o casal, eu vi nesta festa. Sejam muito felizes, meus primos e futuros padrinhos!

0 comentários: